CORRELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E A EFICIÊNCIA TÉCNICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA DOS ESTADOS BRASILEIROS: UMA APLICAÇÃO DA ANÁLISE ENVOLTÓRIA DE DADOS (DEA)
eficiência; gastos públicos; educação básica; análise envoltória de dados;
estados brasileiros.
A educação básica é elemento central na formação do capital humano e no desenvolvimento
econômico e social. No Brasil, embora tenham ocorrido avanços na ampliação do acesso e no
aumento dos investimentos públicos, persistem desigualdades regionais significativas que
comprometem a qualidade e a eficiência na utilização dos recursos educacionais. Nesse
contexto, torna-se relevante investigar a relação entre eficiência técnica na educação básica e
indicadores de desenvolvimento humano. O objetivo geral deste estudo é analisar a relação
entre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a eficiência técnica da educação básica
nos estados brasileiros, utilizando a Análise Envoltória de Dados (DEA). Especificamente,
busca-se: (i) aplicar a metodologia DEA para medir a eficiência técnica das unidades
federativas; e (ii) identificar padrões de correlação entre os níveis de IDH e os scores de
eficiência. A pesquisa caracteriza-se como quantitativa, descritiva e correlacional, utilizando
os modelos DEA CCR e BCC, com orientações a insumos e a produtos. Como variáveis,
foram considerados docentes, matrículas, taxa de alunos por escola e custo por aluno (Inputs),
além da nota do IDEB e da taxa de escolarização (Outputs). Para a análise da associação entre
eficiência e desenvolvimento humano, foi aplicado o coeficiente de correlação de Pearson. Os
resultados preliminares apontam que, no modelo CCR, não há associação linear significativa
entre eficiência técnica e IDH. Já no modelo BCC, observou-se correlação positiva, ainda que
fraca, tanto na orientação a insumos quanto a produtos. Esses achados indicam que modelos
com retornos variáveis capturam de forma mais adequada a relação entre eficiência
educacional e desenvolvimento humano. A relevância deste estudo reside em sua contribuição
para o debate sobre políticas públicas voltadas à melhoria da gestão educacional, fornecendo
subsídios para que gestores utilizem os recursos públicos de maneira mais eficiente, com
vistas à redução das desigualdades e à promoção de maior equidade social.