INOCULAÇÃO COM Azospirillum brasilense NO CONSÓRCIO MILHO E Urochloa brizantha CV. MARANDU: IMPACTO NA PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DA SILAGEM NA REGIÃO SUDESTE DO PARÁ
fixação biológica de nitrogênio; qualidade nutricional; sistemas integrados de produção.
Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da inoculação com Azospirillum brasilense em sistemas consorciados de milho (Zea mays L.) e Urochloa brizantha cv. Marandu, analisando seu impacto sobre a produtividade e a qualidade da silagem na região sudeste do Pará. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com oito tratamentos (milho e forrageira cultivados solteiros e consorciados, com e sem inoculação) e quatro repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) utilizando o programa estatístico AgroEstat, e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Foram avaliados parâmetros agronômicos, produção de massa seca e composição química das plantas e da silagem. Os resultados mostraram incremento significativo na produção de massa seca do milho inoculado em consórcio (Mi+Ui = 17,25 t·ha⁻¹), em comparação ao consórcio sem inoculação (M+U = 10,71 t·ha⁻¹; p < 0,05). Para a Urochloa, os maiores teores de proteína bruta foram observados nos tratamentos inoculados (Ui = 16,40%; Mi+Ui = 16,37%), com diferenças estatísticas (p < 0,05), enquanto no milho os valores variaram de 4,71% (M+Ui) a 6,33% (Mi+Ui; p < 0,05). Na silagem, os teores de proteína bruta permaneceram entre 6,05% e 6,49%, sem diferenças significativas (p = 0,7461); entretanto, houve efeito da inoculação sobre a fibra em detergente ácido (FDA), com maiores valores em M+U (31,47%) e M+Ui (33,13%) em comparação ao milho inoculado (Mi = 26,31%) (p = 0,0114). Na Urochloa, a clorofila aumentou com a inoculação (Ui = 37,50; Mi+Ui = 36,98 vs. Us = 33,30; p = 0,0062), enquanto a massa seca de forragem total (MSFT), de lâmina foliar (MSLF) e de colmo (MSC) não apresentaram diferenças entre os tratamentos (p > 0,05). Conclui-se que a inoculação com A. brasilense promoveu ganhos produtivos e nutricionais, reduzindo a dependência de fertilizantes nitrogenados e configurando-se como alternativa sustentável para a intensificação da pecuária na Amazônia.