EFEITOS DO ESTRESSE HÍDRICO E TÉRMICO NO DESENVOLVIMENTO DE Acmella oleracea (L.) R.K. JANSEN (JAMBU): AVALIAÇÃO EM VIVEIRO E CULTIVO IN VITRO
Integração multivariada. Mudanças climáticas. Plasticidade fenotípica. Agrião-do-Pará.
Este trabalho apresenta um estudo sobre a germinação, produção de mudas e micropropagação in vitro de Acmella oleracea (L.), espécie de importância econômica e cultural na Amazônia, com foco na avaliação de respostas a condições de estresse abiótico. O objetivo da pesquisa foi compreender os fatores que influenciam o crescimento e o vigor das plântulas, a fim de subsidiar protocolos de propagação eficientes para estudos futuros em biotecnologia e melhoramento da espécie. O experimento foi conduzido em três etapas principais: análises germinativas, cultivo em casa-de-vegetação para estudo de estresse hídrico e micropropagação in vitro para avaliação de estresse térmico. As análises germinativas, realizadas em condições controladas de laboratório, demonstraram elevado potencial germinativo, com índice de 100% para as variedades amarela e roxa, além de rápida emergência da radícula, evidenciando a alta qualidade fisiológica das sementes utilizadas. No cultivo em casa-de-vegetação, a caracterização do substrato revelou acidez elevada e presença de alumínio trocável, condições típicas de solos amazônicos, mas que foram parcialmente compensadas pela boa disponibilidade de matéria orgânica e capacidade de troca catiônica. O manejo da irrigação, ajustado de acordo com diferentes percentuais da capacidade de campo, resultou na obtenção de mudas vigorosas e uniformes, com desenvolvimento satisfatório aos 15 e 30 dias após a semeadura. Nos experimentos de micropropagação in vitro, a concentração de 30 g/L de sacarose favoreceu o crescimento das plântulas em comparação a concentrações inferiores, enquanto temperaturas superiores a 41°C inibiram a germinação, estabelecendo limites críticos para o desenvolvimento inicial da espécie. Além disso, verificou-se que o tipo de recipiente influenciou diretamente o vigor das plântulas, sendo os frascos mais adequados que os tubetes devido ao maior espaço físico e melhor circulação de gases. Os resultados parciais obtidos confirmam a importância do controle rigoroso das condições ambientais, nutricionais e físicas no cultivo de A. oleracea e indicam parâmetros relevantes para a padronização de protocolos de propagação e para futuras análises.