Detecção de genes de resistência antimicrobiana em isolados de Staphylococcus spp. de cães e gatos no Estado do Pará, Amazônia Oriental, Brasil
Staphylococcus; resistência antimicrobiana; genes de resistência; cães; gatos.
As bactérias do gênero Staphylococcus compõem a microbiota natural de humanos e animais, entretanto, podem atuar como patógenos oportunistas em processos infecciosos. Devido à capacidade de adquirir e disseminar genes de resistência aos antimicrobianos, esse gênero apresenta relevância para a saúde pública. Objetivou-se determinar o perfil de resistência aos antimicrobianos em Staphylococcus spp. isolados de cães e gatos no estado do Pará e investigar sua associação com genes de resistência. O trabalho está estruturado em três capítulos, compreendendo referencial teórico e dois artigos científicos. No primeiro artigo, as amostras foram submetidas ao cultivo em ágar sangue e MacConkey, seguido de testes bioquímicos e difusão em disco para determinação da suscetibilidade aos antimicrobianos. As infecções urinárias foram as mais prevalentes, sendo Proteus spp. e Staphylococcus spp. os microrganismos mais frequentes. Azitromicina e cefalexina apresentaram elevada resistência, enquanto ciprofloxacina e cloranfenicol apresentaram maior sensibilidade. No segundo artigo, serão incluídas 100 amostras clínicas, submetidas à identificação bacteriana e ao teste de sensibilidade pelo sistema MicroScan autoSCAN-4, além da detecção por PCR dos genes blaZ, mecA, mecC, norA, aac(6’)-Ie-aph(2”)-Ia, erm(A), tet(M) e tet(K). Nos resultados parciais, predominaram S. aureus (34,2%), S. intermedius (31,6%), S. schleiferi subsp. schleiferi (15,8%) e S. schleiferi subsp. coagulans (10,5%). Os isolados apresentaram diferentes padrões de resistência aos β-lactâmicos, fluoroquinolonas, aminoglicosídeos, macrolídeos, lincosamidas e tetraciclinas.