Banca de DEFESA: LUCIVAL ESCOLASTICO DA PAIXÃO JUNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIVAL ESCOLASTICO DA PAIXÃO JUNIOR
DATA : 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: hibrido, Link da videochamada: https://meet.google.com/kis-fhoo-frj
TÍTULO:

COMUNIDADES DE BRIÓFITAS EM CLAREIRAS SOB IMPACTO DA
EXTRAÇÃO DE MADEIRA NA AMAZÔNIA

 


PALAVRAS-CHAVES:

Manejo florestal; Musgos; Hepáticas; Conservação


PÁGINAS: 49
RESUMO:
A floresta amazônica é caracterizada por espécies de grande porte, com copas
extensas e dossel fechado que reduzem a radiação solar até o solo. O desmatamento e
a degradação desses ecossistemas têm despertado grande interesse científico devido à
vulnerabilidade das florestas frente à expansão humana e ao uso múltiplo do solo. O
manejo florestal, por meio da extração seletiva de madeira, busca conciliar o uso
sustentável dos recursos madeireiros com a conservação da biodiversidade, embora
promova simplificação estrutural da floresta e a formação de clareiras artificiais. As
clareiras representam perturbações no dossel que iniciam processos de sucessão
ecológica local, favorecendo espécies pioneiras, principalmente heliófilas. Enquanto as
clareiras naturais, formadas pela queda de árvores, mantêm condições mais estáveis de
solo, umidade e microhabitats, as clareiras antropogênicas resultam em alterações
significativas da estrutura do habitat, da disponibilidade de nutrientes e das condições
microclimáticas. Entre os grupos impactados estão as briófitas, reconhecidas como
bioindicadoras do estado de conservação da floresta, apresentando respostas
diferenciadas a variações de temperatura e umidade, sendo algumas espécies
especializadas em sol adaptadas a solos desprotegidos, rochas expostas e troncos na
borda florestal ou em clareiras. Este trabalho teve por objetivo avaliar o impacto da exploração seletiva de madeira sobre a estrutura das comunidades de briófitas em
clareiras de florestas de Terra Firme na Amazônia Oriental. Foram registrados 3340
espécimes, resultando em 146 espécies distribuídas em 60 gêneros e 20 famílias, sendo
Lejeuneaceae (78 spp.) e Calymperaceae (22 spp.) as mais representativas. Clareiras
naturais sustentaram maior riqueza de espécies devido à retenção de umidade e sombra
proporcionadas pelos troncos caídos, enquanto clareiras antropogênicas, expostas a
maiores níveis de radiação solar, favoreceram espécies tolerantes à seca, como
Cheilolejeunea rigidula e Octoblepharum albidum. Espécies raras representaram 42,47%
da flora estudada, e o levantamento registrou novas ocorrências para a Amazônia
(Lejeunea laeta e Fissidens neglectus), cinco novos registros para o estado do Pará e 12
para a Floresta Nacional de Caxiuanã. Os substratos epixílicos foram os mais diversos,
evidenciando a importância dos troncos em decomposição para a resiliência e
manutenção do ecossistema. Os resultados indicam que o tipo de perturbação molda
trajetórias sucessionais distintas e que a conservação das briófitas em florestas
manejadas depende da preservação da matriz florestal e dos detritos lenhosos. Assim,
este estudo contribui para o entendimento dos impactos da extração seletiva de
madeira em ecossistemas tropicais, destacando o papel das briófitas como indicadores
de conservação e a sua relevância na dinâmica sucessional de clareiras amazônicas,
fornecendo informações essenciais para estratégias de manejo sustentável e
preservação da biodiversidade.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA CLAUDIA CALDEIRA TAVARES MARTINS - UEPA
Presidente - ***.377.842-** - ANNA LUIZA ILKIU BORGES BENKENDORFF - MPEG
Externo à Instituição - DENILSON FERNANDES PERALTA
Externa à Instituição - MÉRCIA PATRÍCIA PEREIRA SILVA - UFPE
Notícia cadastrada em: 13/02/2026 14:56
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