DESENVOLVIMENTO E NUTRIÇÃO DE MUDAS DE PALMA DE ÓLEO EM FUNÇÃO DO USO DE FERTILIZANTES NITROGENADOS
Ureia e sulfato de amônio, dendezeiro na Amazônia, enxofre.
A palma de óleo (Elaeis guinnensis Jacq.) possui importância global significativa, destacando-se como uma das principais fontes de óleo vegetal e contribuindo para aspectos socioeconômicos. Este estudo avaliou o desenvolvimento de mudas de palma de óleo em função de diferentes doses de ureia e sulfato de amônio. O experimento foi conduzido em ambiente protegido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus Belém, utilizando delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2×3, com duas fontes nitrogenadas (ureia e sulfato de amônio), aplicadas em três doses de nitrogênio (1, 2 e 4 g de N planta-1) em seis repetições, acrescidas de um tratamento controle sem dose de N, totalizando 48 unidades experimentais. As sementes foram semeadas em sacos de 30 × 40 cm contendo 12 kg de solo, e as doses foram aplicadas mensalmente. Foram monitorados parâmetros não destrutivos, como clorofila A, B e total, altura e diâmetro do coleto, bem como parâmetros ao final do experimento, os quais são: número de folhas, massa fresca e seca da parte aérea e das raízes. Adicionalmente, foram avaliadas propriedades químicas do solo no início e ao final do experimento, incluindo macronutrientes, micronutrientes, pH, matéria orgânica, acidez potencial, soma de bases, saturação de bases, relação entre as bases, saturação de alumínio e capacidade de troca de cátions efetiva e CTC potencial a pH 7, bem como condutividade elétrica e teores foliares de nutrientes. Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente no software R. Inicialmente, os pressupostos da ANOVA foram verificados por meio dos testes de Shapiro-Wilk (normalidade dos resíduos) e Bartlett (homocedasticidade das variâncias), ambos com nível de significância de 5% (p > 0,05). A análise fatorial de variância revelou interação significativa entre adubo e doses para o diâmetro do coleto aos 300 dias de viveiro. A clorofila A apresentou efeito significativo das doses aos 300 e 330 dias de viveiro (p < 0,05), sendo as doses de 2 e 4 g de N superiores à dose de 1 g de N em ambas as avaliações. A clorofila total foi significativamente influenciada pelas doses aos 420 dias (p < 0,05), com a dose de 4 g de N apresentando maior teor em relação às demais. Quanto à matéria seca, a raiz foi significativamente afetada pelas doses (p < 0,05), com as doses de 1 e 2 g de N resultando em maior acúmulo de biomassa radicular em comparação à dose de 4 g de N. A matéria seca dos folíolos apresentou efeito significativo da fonte de nitrogênio. Em relação aos teores foliares na folha índice, verificou-se interação significativa entre adubo e doses para N, K, Ca, Fe, Mn e Zn, enquanto o teor de Mg foi influenciado significativamente apenas pelas doses (p < 0,05).