ESTUDO DA RESPOSTA NUTRICIONAL DE CACAUEIRO ENXERTADO, CULTIVADO EM NITOSSOLO DO SUDOESTE PARAENSE, SUBMETIDO A DIFERENTES DOSES DE POTÁSSIO E ZINCO
CCN-51, potássio e zinco em cacaueiro, NUTRIÇÃO DE PLANTAS
A região Sudoeste do Pará vivencia o desenvolvimento considerável de sua lavoura cacaueira. No período de 2010 a 2022 a área cultivada da região cresceu à taxa de 8,4% ao ano, atingindo o patamar de 108 mil hectares cultivados, enquanto que a área cultivada com cacau no Brasil decresceu - 0,5% ao ano. Além disso, esta região foi responsável por 80% da produção paraense de amêndoas de cacau em 2021 (IBGE, 2023). Segundo o IBGE (2023), em 2021 a produtividade média de amêndoas de cacau variou entre 647 kg/ha em Pacajá e 1.225 kg/ha em Anapu. A média geral dos municípios foi de 978 kg/ha, valor 2,1 vezes superior à produtividade média nacional em 2021. A literatura científica carece de estudos sobre manejo da fertilidade e conservação do solo, além do manejo nutricional da lavoura cacaueira da Transamazônica, que reflitam no incremento da sua produtividade nas áreas de cultivo existentes. A partir disso, torna-se necessário um estudo aprofundado sobre a relação entre a fertilidade do solo, os requisitos nutricionais de cacaueiro enxertado e a sua produtividade na cacauicultura da Transamazônica, conforme a demanda tecnológica seis da área de Ciências do Solo identificada por Santos et al (2023). Particularmente, verificar a resposta do cacaueiro enxertado a diferentes doses de potássio e zinco. O potássio é responsável, dentre outros, pela ativação enzimática dos processos de fotossíntese e respiração, pela regulação osmótica, na manutenção de água na planta por meio do controle da abertura e fechamento dos estômatos, na resistência da planta contra doenças e pragas por meio do efeito na resistência e na permeabilidade das membranas plasmáticas. A deficiência desse elemento pode reduzir o crescimento da planta, retardar a frutificação e originar frutos menores em tamanho (ERNANI et al, 2007; MALAVOLTA, 2006). O zinco atua como cofator enzimático, sendo essencial para a atividade, regulação e estabilização da estrutura protética da planta. Sua deficiência é refletida drasticamente na atividade enzimática, no desenvolvimento de cloroplastos e no conteúdo de proteínas e ácidos nucléicos, afetando o desenvolvimento e a resistência da planta a pragas e doenças (DECHEN e NACHTIGALL, 2007; MALAVOLTA, 2006). A importância da pesquisa com os elementos citados é dada em razão de suas influências no crescimento da planta e na redução da sua susceptibilidade a pragas e doenças, que são fatores primordiais para a cacauicultura na região Sudoeste paraense.